quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

destino


Entende que quando as coisas têm que ser a gente não precisa fazer nada?! Tudo que faremos, será feito sem esforço, sem perceber, naturalmente, seguindo o fluxo. A sincronicidade está aí, independente da gente acreditar ou não. É uma grande bola - ou quadrado, ou triangulo, não sei. Mas está ai, funcionando. Seja a mil ou a dois kilometros por hora. As coisas já nascem entrelaçadas e muitos acontecimentos estão fora do nosso alcance, não podemos fazer nada contra ou a favor. Se aconteceu, era pra acontecer. Se entrega, vive e entende: o fato de nós parecermos pequenos comparados ao universo, não significa que sejamos insignificantes.



O mundo inteiro é uma coisa só.

[eu acredito em destino quando me faz bem acreditar]

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

estranho

A noite anda muito mais escura, o vento está muito mais frio, o mundo aos meus olhos está muito maior - agora que estou sozinha. As árvores estão muito altas, e eu estou me sentindo bem menor. A lua está duas vezes mais solitária e as estrelas estão com apenas metade do brilho.



Mas uma hora ou outra tudo volta ao lugar, eu sei.
E essa hora não irá tardar.

sobre esse segundo

"Seria tão bom se pudéssemos colocar a dor em um envelope
e devolver ao remetente".

sobre segurar-se

Sincronicidade me confunde. Às vezes eu só acho que eu tô atrapalhando tudo... e eu sinto vontade de ir embora constantemente quando esses surtos me atingem. Fico segurando a boca e o coração o tempo inteiro. Até os dedos eu seguro algumas vezes. Se um dia eu me soltar, nem sei de que tamanho eu fico, nem sei até onde eu chego, nem sei o que eu vou alcançar. Só espero que quando eu me soltar eu tenha alguém por perto pra me segurar. Quer dizer, se eu me soltar a tendência é que eu vá pra longe, não é mesmo? Já sou perdida o suficiente pra ir parar num lugar desconhecido.

sábado, 9 de janeiro de 2010

[...]

O perigo é a gente sumir no mundo de mochila e ir parar em alguma cidade do leste europeu. O perigo é a gente querer viver de luz, cinema e música e percebermos um belo dia que não saímos de casa há meses. O perigo é a gente se isolar do mundo pra escrever um roteiro e demorar nisso, felizes e satisfeitos, até o mundo esquecer da gente. O perigo é eu topar ir com você pra lua.
O perigo é as pessoas invejarem, porque, enfim, vamos ter que, qualquer dia, ler jornal na fila do pão. O perigo é a gente descobrir que pode estar junto e se apaixonar por outras pessoas e então perceber que tudo bem, porque o amor que temos um pelo outro é pessoal e intransferível. O perigo é descobrirmos essa nova forma de amar e aí sermos felizes para sempre sem ninguém entender como é que pode. O perigo é mudarmos o mundo. O perigo é aprendermos todos os segredos do sonho lúcido e preferirmos dormir, dormir, dormir e dormir. Como dois bebês dorminhocos. Forever. É perigoso. Eu sei. Mas eu correria o risco fácil fácil..